Confronto a dôr que há em mim,
esmagando-a em cada apertão sufocante.
Não quero pensar em nada...
mas as imagens se reproduzem vezes sem conta dentro de mim,
sem que as possa apagar.
Queria alienar todos os meus pensamentos que perturbam,
me enfraquecem.
Um devorar ardente
que se acende, expande e implode no meu ser.
Procuro fixar-me naquele pôr do horizonte,
desejando que minha dôr seja levada por ele....
respiro profundamente
em cada rufar de ondas abraçadas no paredão
monologando
"porquê?..."
"Porquê que tem de ser assim....?"
Nem tudo o que somos, fazemos, é apreciado.
Julgamos estar a fazer algo de bom quando no final somos atraiçoados.
A nossa personalidade toda ela é posta em causa
nossas acções e sentimentos são-nos amordaçados
quero estar ....
só!
só...








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